Relato de uma Velha Folhinha

Essa foto é minha! Pode até parecer que sou apenas uma folha velha, arqueada pelo tempo, mas houve um dia em que fui nova, verdinha e pequena. Com o passar das estações, ganhei força, cresci e me tornei parte do todo, firme e confiante.

Ao longo desse tempo, eu pouco percebia a sua passagem, achando que minha força duraria para sempre. Mas a vida, com sua sabedoria, me mostrou o quanto sou vulnerável – por dentro e por fora. Os anos foram deixando suas marcas, e, de repente, sem que eu realmente me desse conta, vi que meu tempo de vida havia passado. Foi então que percebi o quão breve e preciosa a vida é.

Frágil e sem forças para me manter onde antes eu me sentia protegida, deixei-me cair. Mas, ao tocar o chão, ainda encontrei forças para, ajoelhada, agradecer a dádiva de Deus. Ele me concedeu a oportunidade de existir, de aprender, de ser parte de algo maior. Tantas lições me acompanharam ao longo desse caminho, cada uma delas me preparando para o momento de deixar ir.

E ao meu lado, muitas outras folhas caíram também. Sei que, um dia, nos reencontraremos, pois sinto que todas nós fazemos parte de uma consciência maior, unidas em propósito e amor.

O que desejo deixar, neste último sopro de existência, é uma mensagem simples, mas essencial: vibrem amor, paz, alegria, bondade, caridade e gratidão. Tudo o que oferecemos ao mundo retorna a nós de alguma forma. Vibrar amor nos enche de vida, nos faz respirar profundamente e sentir que estamos fazendo o bem – para nós e para todos os seres deste planeta.

Eliana Bauman

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